Espelho.

Me vejo, anseio, desejo.
tudo parece vazio, sem sentido, falso, carente de alma
objetos ambulantes tentam em vão suprir uma superestimada falta.

Muito prático e pouco teórico
sou um  questionador pouco objetivo, que enxerga um mundo que não se explica,
complica, retruca, exige e não progride.

Feio, não creio.
Digo e calo minha razão
Penso e perco o momento
Quero de  fato, mesmo que por instante
não achar que sou uma metamorfose ambulante.

Mestre de meu próprio eu, elevo meu ego e não me vejo, preciso de esmolas morais de pessoas imorais, que de joelhos olho em seus próprios espelhos.

Por Flávio Guimarães.

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